sábado, 26 de maio de 2018

Parabéns APS!

Com votos de um dia feliz e de muitas felicidades por muitos anos!
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Dorothea Lange, The Road West, New Mexico (1938)
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«L'histoire est un roman qui a été, le roman est de l'histoire qui aurait pu être».
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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Flor de Cachemira (e a despropósito, ou talvez não)

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Lembrei-me da Flor de Cachemira porque anda outra vez na moda e dela falava muito o Engenheiro Melo e Castro, que foi meu professor no IADE, nos idos de 1988-1992.
Flor de Cachemira é um desenho ornamental de origem persa  (com o nome de boteh), que tem a forma de uma vírgula. Julga-se que este motivo é a estilização do cipreste, símbolo de vida e eternidade. O cipreste é ainda símbolo de força, resistência e modéstia. Este motivo floral foi primeiro usado na Pérsia (entre 1501 e 1736) e depois no Irão. 
Tornou-se popular no Ocidente desde o séc. XVII, com os tecidos vindos da Índia, especialmente dos xailes de Cachemira, passando a ser usado nas fábricas francesas e inglesas. Em inglês recebeu o nome de paisley pattern, referindo-se à cidade de Paisley (Escócia) onde se produziam tecidos com este padrão.
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Ford Madox Brown, The Irish Girl (1860, Yale Center for British Art)
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quinta-feira, 24 de maio de 2018

«Not all those who wander are lost»

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All that is gold does not glitter,
Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.

From the ashes, a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;
Renewed shall be blade that was broken,
The crownless again shall be king.
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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Em Memória

De Júlio Pomar, falecido ontem, com 92 anos:

Ruínas do Carmo (1956, CAM-FCG)
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E de Robert Indiana, falecido dia 19, com 89 anos:

terça-feira, 22 de maio de 2018

Desde ontem sob o signo de Gémeos

Federico Babina, Zodiac De Sign
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Gémeos famosos há mesmo muitos, escolhi 12 (porque gosto deste número) com quem mais simpatizo (por uma ou outra razão), mas muitos ficaram de fora:

Albrecht Dürer (pintor, 21/5)
Mary Cassatt (pintora, 22/5)
Hergé (desenhador, 22/5)
Arthur Conan Doyle (escritor, 22/5)
Ian McKellen (actor, 25/5)
John F. Kennedy (político, 29/5)
Morgan Freeman (actor, 1/6)
Frank Lloyd Wright (arquitecto, 8/6)
Gene Wilder (actor, 11/6)
Aurélia de Sousa (pintora, 13/6) 
Maria Helena Vieira da Silva (pintora, 13/6)
Fernando Pessoa (poeta, 13/6)
Paul McCartney (músico, 18/6)
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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Praia e família

Para o meu irmão que fez anos ontem :-)
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Henri-Edmond Cross, Beach at Cabasson
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“La famille sera toujours la base des sociétés.”
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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Monumentos (no Dia dos Museus)

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«(...) Os monumentos de uma cidade são considerados vulgarmente como testemunhas mudas, mas coevas, cenários imóveis de pequenos e grandes dramas. Mas, a nosso ver, há que encarar essas moles pétreas numa outra perspectiva, na sua qualidade de sujeitos enquanto produção do homem/construtor, a ele umbilicalmente ligadas no nascimento/construção e na morte/destruição. Relacionamento quase simbiótico, transcendendo o mero enquadramento».
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António Ventura . 1982. «Os Monumentos Militares de Portalegre – Breve Apontamento Histórico-Descritivo». In Primeiro Congresso sobre Monumentos Militares Portugueses, Livro do Congresso: Comunicações, Palestras, Conclusões e Recomendações. Vila Viçosa: Património XXI - Associação Port. para a Protecção e Desenvolvimento da Cultura, p. 69.
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Nota: A imagem escolhida mostra bem como a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (mas não só)* alterou a configuração dos monumentos, apagando as marcas da sua história - embora acrescentando outras. Na verdade, mostra bem, também, como aquilo que nós julgamos que sempre foi assim, na verdade não foi - e isso é válido não só para os monumentos. Por sua vez, isso lembra a importância da história: conhecer o mundo que nos rodeia, saber interpretá-lo, para melhor actuar nele e sobre ele. Daí, a importância dos museus, que preservam a memória. Por fim, deixo aqui duas exposições (em Lisboa) que gostava de ver (e tenho de me organizar para vê-las):
* Por exemplo, ver o Mosteiro dos Jerónimos, em 1869 - Projecto "Velha" Lisboa.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Poder

Jamie Wyeth, Wolf Dog (1976)
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Lord Varys: Power is a curious thing, my lord. Are you fond of riddles? 
Tyrion Lannister: Why? Am I about to hear one? 
Lord Varys: Three great men sit in a room: a king, a priest, and a rich man. Between them stands a common sellsword. Each great man bids the sellsword kill the other two. Who lives, who dies?
Tyrion Lannister: Depends on the sellsword. 
Lord Varys: Does it? He has neither crown, nor gold, nor favor with the gods. 
Tyrion Lannister: He has a sword, the power of life and death. 
Lord Varys: But if it’s swordsmen who rule, why do we pretend kings hold all the power? (...)
Tyrion Lannister: I’ve decided I don’t like riddles. 
Lord Varys: Power resides where men believe it resides. It’s a trick. A shadow on the wall. And a very small man can cast a very large shadow.
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Game of Thrones, Temporada 2, Episódio 3 (2012).

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Pessoas e lugares

Zinaida Serebriakova, Paris, Jardin du Luxembourg (1930, Pushkin Museum, Moscovo)
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«(...) Isto porque os homens e as mulheres não são apenas eles próprios, são também o local onde nasceram, a casa na cidade ou a quinta onde aprenderam a andar, as brincadeiras que fizeram na infância, as histórias que ouviram contar e recontar, a comida que comeram, as escolas que frequentaram, os desportos que praticaram, os poetas que leram e o Deus em que aprenderam a acreditar. (...)»
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Somerset Maugham, O Fio da Navalha, Asa, 2016, p. 9.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Vida

Robert Indiana, Hope (2008)
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“However difficult life may seem, there is always something you can do and succeed at. It matters that you don't just give up."
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Stephen Hawking, Oxford University Union (2016).
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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Porque o Blogue fez 10 anos


Ficam aqui os 10 "posts" mais vistos, desde 13 de Maio de 2008.

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10.º
(1244 visualizações)

António Palolo, Jardim das Delícias (1970)

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9.º
(1268 visualizações)


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8.º
(1340 visualizações)

Zinaida Serebriakova, Shopping Cart With Sardines (1930)

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7.º
(1474 visualizações)

Odilon Redon, Icarus

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6.º
(1479 visualizações)

Piero della Francesca, Madonna col Bambino, santi, angeli e il duca Federico da Montefeltro (Pala di Breara) (1475, Pinacoteca di Brera, Milão)

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5.º
(1521 visualizações)

Egon Schiele, Il porto di Trieste (1907, Leopold Museum Viena)

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4.º
(1638 visualizações)

Piero della Francesca, Battesimo di Cristo (c. 1450, National Gallery, Londres)

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3.º
(3043 visualizações)

Joaquin Sorolla y Bastida, Paisaje de San Sebastián (Fundación Museo Sorolla, Madrid)

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2.º
(3182 visualizações)

Michelangelo (1510, Capela Sistina)

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1.º
(3266 visualizações)

Mosaico romano com peixes e legumes (séc. II d.C, Museu do Vaticano)
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Nota: Esta estatística é a do Blogger. Não tenho a certeza se está correcta.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Nossa Senhora do Monte


A história da ermida de Nossa Senhora do Monte (ou de S. Gens) remonta à conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, em 1147. Conta-se que entre as hostes cristãs vinham quatro eremitas de Santo Agostinho, a quem foi oferecido um local para se instalarem, no lugar «onde havia, em grande adoração, debaixo de um alpendre, a cadeira de S. Gens» - lendário bispo de Lisboa e um dos mártires do Cristianismo. Esta cadeira era aquela em «que elle costumava prègar, & doutrinar as suas ovelhas» (Santa Maria, 1707, 55).
Nesse lugar, em 1148, os eremitas construíram um eremitério, com uma ermidinha ao pé, onde foi colocada a cadeira, considerada milagrosa, por facilitar os partos. Quanto à localização desse eremitério, Frei Agostinho de Santa Maria (1707, 55) fala de um «lugar, a que ainda hoje chamão o Almocovar, aonde saõ os fornos do tijollo». Mário Ribeiro sugere que ficava «nas faldas do escarpado monte de S. Gens, pouco mais ou menos onde está agora a rua do Terreirinho» (Ribeiro, 1939, 50). No Guia de Portugal refere-se que esse eremitério ficava nas «raízes do monte, às Olarias» (Santana, 1979, 295).
Acontece que o lugar original não era o ideal para os eremitas, pelo que estes receberam uma doação das terras, no alto do monte vizinho, onde foi fundada nova ermida, em 1243:
«Compadecida hua nobre Senhora chamada D. Susana, do grande discomodo, que os Religiosos padeciaõ, (em hu sitio todo encovado, doentio, &tam distante da Cidade, que custava muyto aos moradores della o poderemse aproveitar da sua doutrina como desejavaõ) lhe fez doação do monte q lhe ficava iminente, & de todas, as terras circumvesinhas a elle. Para este sitio se passáraõ,& nelle começárão a levantar alguas cellas (...). Vinte & oito annos estiveraõ em o Monte. Tambem esta Cafa teve o titulo de S. Gens; & para esta Cafa trouxeraõ os Religiosos a sua cadeira, em que elle em sua vida se sentava a fazer praticas aos seus subditos; a qual ainda hoje se vè no alpendre da Casa da Senhora do Monte» (Santa Maria, 1707, 56).
Foram construídas celas e deu-se ao novo lugar o nome de Eremitério de S. Gens, sendo construída uma cisterna. Desta segunda casa, partiram depois os eremitas para o futuro Convento da Graça, construído num monte próximo, em 1271 (Júnior, 1946, 49-51). 
A ermida do séc. XIII, continuou a merecer veneração, permanecendo sob a alçada dos monges de Santo Agostinho. Contudo, foi arrasada pelo Terramoto de 1755, que porém não destruiu a cadeira. Em 1757, fez-se a nova ermida, sob o encargo do arquitecto Honorato José Cordeiro.
Esta ermida, que ainda hoje existe, é possuidora de uma localização que permite uma bela vista sobre Lisboa:
«Quem quiser gozar uma das mais lindas vistas da nossa querida Lisboa, não tem mais do que subir a calçada da Mouraria, travessa do Jordão (escadinhas), quebrar à esquerda o largo das Olarias, subir, à direita, a íngreme calçada do Monte e, chegando ao topo, virar à esquerda, de onde, consoante disse acima, se desfruta um lindíssimo panorama da nossa Lisboa (...)» (Júnior, 1955, 49). 


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Bibliografia:
JÚNIOR, Henrique Marques, «A Ermida de Nossa Senhora do Monte e S. Gens: esbôço monográfico», in Olisipo, Ano IX, nº 33, Janeiro de 1946, pp. 49-53 (disponível online na Hemeroteca Digital).
RIBEIRO, Mário de Sampayo, «A Igreja e o Convento de Nossa Senhora da Graça», in Olisipo, Ano II, nº 5, Janeiro de 1939, pp. 47-55 (disponível online na Hemeroteca Digital).
SANTA MARIA, Frei Agostinho de, Santuário Mariano e História das Imagens Milagrosas, 1.º Tomo, 1707 (disponível online no Archive).
SANTANA, Dionísio (ed.), Guia de Portugal I. Generalidades. Lisboa e Arredores, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. 602-603 (1.ª ed. 1924, dirigida por Raul Proença).

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Dia da Espiga - Provérbios

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“Da Páscoa à Ascensão, 40 dias vão.”
“Quem tem trigo da Ascensão, todo o ano terá pão.”
“Se chover na Quinta-feira da Ascensão, as pedrinhas darão pão.”
“O vento que sopra em quinta feira de Ascensão, soprará todo o Verão”
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Os Provérbios descobri no Facebook, no ano passado. No blogue Do Tempo da Outra Senhora, de ontem, há um interessante artigo sobre este tema.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Jardins

António de Holanda (Atribuído), Livro de Horas de D. Manuel I Calendário (mês de Maio) (1517-1531, MNAA)
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Claude Monet, In the Garden (1875)
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Vincent Van Gogh, Daubigny's Garden (1890, Van Gogh Museum, Amsterdam)
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Santiago Rusiñol, Terraced Garden in Mallorca (1911)
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Carlos Reis, Jardim e Casa Cor de Rosa (Museu Nacional de Soares dos Reis)
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Joaquim Lopes, Jardim antigo - Marzovelos (1921, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu)
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Veloso Salgado, Jardim de Hortenses - Colares (1923, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu)
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Domingos Rebelo, Um Canto de Jardim (1927, MNAC)
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David Burliuk, The Gardener (1948)
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Karin Daymond, Elise's Garden
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terça-feira, 8 de maio de 2018

Entre flores e interiores

Há tempos (re)descobri na página Female Artists in History (do Facebbok) esta pintura que achei muito bonita, da pintora inglesa Jessica Hayllar (1858-1940) (que por aqui já esteve):

A Sunset Corner (1909):
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Fui ver outras pinturas dela e (re)encontrei mais algumas de que gostei bastante, na mesma página:
Aprofundando o tema, (re)descobri no blogue Figuration Feminine que ela tinha mais três irmãs que se dedicaram à pintura: Edith Hayllar (1860-1948), Mary Hayllar (1863-1950), Kate Hayllar (1864-1959). Eram todas filhas de um pintor, James Hayllar (1829-1920), que teve também mais quatro filhos e uma filha (desconheço se também se dedicaram à arte). Por isso, aqui ficam mais umas obras desta família, que Myrtille Henrion Picco classifica como «la famille la plus artistique de l'époque victorienne».
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James Hayllar, Hyde and Seek (1871)
- pintura que já aqui esteve em 2011.
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Mary Hayllar, A Bit of Sunlight (1885)
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- pintura que já aqui esteve em 2010.
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Só um detalhe, que acho interessante. A gravura na pintura de Kate é uma reprodução da Madonna della saggiola (1513-1514) de Rafael; e na primeira pintura de Jessica julgo que está o Laughing Cavalier (1624) de Frans Hals.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

E de volta aos lírios

Cicely Mary Barker, Lily-of-the-Valey
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«É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Mas precisamos dar um sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do Céu.»
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Erico Veríssimo, Olhai os Lírios dos Campos. Lisboa: Círculo dos Leitores, 1973, p. 155.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Já a pensar no dia da Mãe

Aqui fica uma amostra de pinturas e desenhos da minha Mãe:
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Atelier 17 (acrílico, 1973)
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Tese de Licenciatura (óleo sobre tela, 1973)
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Âncora (óleo sobre tela)
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Sem Título (óleo sobre tela, 1988)
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Simorgh (óleo sobre telas, 2010)
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Sem Título (óleo sobre telas, 2010)
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Quadrado mágico (óleo sobre tela, 2014)
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Memórias de Sintra - Amoras e Alfazema (óleo sobre telas, 2016)