quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Gaetano Bellei, Colpo di Vento
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Com a chegada de um Outono mais ortodoxo, trouxe esta pintura de Gaetano Bellei (1857-1922), um contemporâneo de Columbano, que só descobri agora. Para já, a chuva vem em aguaceiros e sem vento, o que para mim é bom - porque não gosto muito dela. É certo que até simpatizo com a chegada da chuva porque tem estado tempo de seca e de incêndios. E, por outro lado, tem chovido mais de noite, o que eu pessoalmente agradeço. Ainda bem que eu não mando no tempo e na chuva, porque nesse caso só chovia mesmo de noite.
Começa a chegar o tempo dos dias pequeninos, frios e chuvosos, que vou compensando com chocolate quente, bolos, castanhas assadas e moscatel (não muitos, para não engordar). Costumo dizer que o que me salva no Outono é o São Martinho, os meus anos e os preparativos do Natal. Vamos ver...
Pouco a propósito, hoje é dia de São Lucas, padroeiro dos pintores. Segundo um livro de Agatha Christie, em Inglaterra, é uma daquelas alturas em que era costume estar calor:
«Estava uma temperatura muito agradável no jrdim do vicariato. Uma daquelas vagas de calor de Outono abatera-se sobre Inglaterra. O inspector Craddock nunca se conseguia recordar se se tratava do Verão de São Martinho ou de São Lucas, mas sabia que era muito agradável...» - Agatha Christie, Anúncio de um crime, Ed. Asa II, 2015, pp. 117-118.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Afinidades XII

Giovanni Francesco Caroto, Bambino con Disegno (1.ª met. Séc. XVI, Museo Civico di Castelvecchio)*
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Henrique Pousão, Esperando o Sucesso (1882, Museu Nacional de Soares dos Reis)**
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* A pintura de Caroto já por aqui passou em 29 de Julho de 2012, acerca de «Brincar».
** A pintura de Pousão já por aqui passou em 30 de Março de 2009, num post intitulado «Esperando o Sucesso».

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Movimento

Giacomo Balla, Dinamismo di un cane al guinzaglio (1912)
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«Indeed, all things move, all things run, all things are rapidly changing. A profile is never motionless before our eyes, but it constantly appears and disappears. On account of the persistency of an image upon the retina, moving objects constantly multiply themselves; their form changes like rapid vibrations, in their mad career. Thus a running horse has not four legs, but twenty, and their movements are triangular.»
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Afinidades XI

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Achei piada a este biombo de Maud Earl (1863-1943), que me fez lembrar o da sua contemporânea Aurélia de Sousa (1866-1922), que já aqui andou no blogue há mais de seis anos:

História de Coelhos (c. 1909, Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio)

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Heinrich Kühn

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Carl Christian Heinrich Kühn (1866-1944) foi um fotógraffo austro-germânico e um pioneiro da fotografia.
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Brother and Sister (c. 1906, The J. Paul Getty Museum, Los Angeles)
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On a Meadow in Birgitz (Hans and Mary Sitting) (c. 1908, The Museum of Fine Arts, Houston)
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Das cores e do Outono

Emil Nolde, Autumn Evening (1924, Museo Nacional Thyssen-Bornemisza)
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«There is silver blue, sky blue and thunder blue. Every colour holds within it a soul, which makes me happy or repels me, and which acts as a stimulus. To a person who has no art in him, colours are colours, tones tones...and that is all. All their consequences for the human spirit, which range between heaven to hell, just go unnoticed.»
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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

De um passeio a Moura

Convento do Carmo



Porta com uma cruz da Ordem de Malta

O Castelo (e amanhã é Dia dos Castelos)

Ruínas do Convento de Nossa Senhora da Assunção, que ficam no Castelo
 
Barragem do Alqueva

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Fomos almoçar a um restaurante chamado O Túnel, que recomendo - comi umas favas guisadas com enchidos e hortelã marvilhosa.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Viv'a República!

Moura Girão, Viva a República (1910)
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E porque ontem foi dia do animal, lembramos um artigo de Santos Tavares sobre o pintor Moura Girão, publicado na revista Brasil-Portugal, em 1901. O autor visitou o atelier do artista na Cruz de Pedra (partilhado com o pintor Galhardo) e relatava que Moura Girão se recusava a olhar para os bichos como alimento, tendo afirmado:
«que nunca se banqueteara com uma aza de frango ou n’essas correrias bohemias nunca á sua meza viera uma cabidella de coelho – quero-lhes muito e não posso.» 
No atelier circulava «uma processional fileira de gallitos, impudentes, de rubra crista em riste, que pousavam a trouxe-mouxe sobre molduras sem tela, n’uma alegria orgulhosa de se sentirem em aristocráticos poleiros, oirescentes e brunidos.» 
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Cf. Santos Tavares, «Os Magnanimos. Moura Girão», in Brasil-Portugal, n.º 62, 16/8/1901.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

In Time

Apesar de ter bastantes erros, alguns inacreditáveis (ver aqui), gostei de ver o filme Knight and Day (2010) com Tom Cruise e Cameron Diaz. Achei sobretudo divertido, nomeadamente pelos diálogos e algumas cenas mirabolantes.

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Noutro género, gostei muito do filme In Time, com Justin Timerlake, sobretudo por causa do tema (o tempo fascina-me) e dos diálogos, mas tudo o resto achei muito bom, incluindo cenários e fotografia.
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Henry Hamilton: How old are you? In real time?
Henry Hamilton: I'm 105.
Will Salas: Good for you. You won't see 106, you have too many more nights like tonight.
Henry Hamilton: You are right. But the day comes when you've had enough. Your mind can be spent, even if your body's not. We want to die. We need to.
Will Salas: That's your problem? You've been alive too long? You ever known anyone who's died?
Henry Hamilton: For a few to be immortal, many must die.
Will Salas: What the hell is that supposed to mean?
Henry Hamilton: You really don't know, do you? Everyone can't live forever. Where would we put them? Why do you think there are time zones? Why do you think taxes and prices go up the same day in the ghetto? The cost of living keeps rising to make sure people keep dying. How else could there be men with a million years while most live day to day? But the truth is... there's more than enough. No one has to die before their time. If you had as much time as I have on that clock, what would you do with it?
Will Salas: I'd stop watching it. I can tell you one thing. If I had all that time, I sure as hell wouldn't waste it.
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E nem sabia que o Justin Timberlake era actor, pois só o conhecia como cantor:

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Multicolor como a Opala

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«Formées de ce qui fait le mérite des pierreries les plus précieuses, elles ont offert à la description des difficultés infinies; car en elles se trouve le feu subtil de l'escarboucle, l'éclat purpurin de l'améthyste, le vert de mer de l'émeraude; et toutes ces teintes y brillent, merveilleusement fondues. Parmi les auteurs, les uns ont comparé l'effet général des opales à l'arménium, couleur employée par les peintres; les autres, à la flamme du soufre qui brûle, ou à celle d'un feu sur lequel on jette de l'huile.»
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James McNeill Whistler, Crepuscule in Opal Trouville (1865)
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Henri Fantin-Latour, Narcisses in an Opaline Glass Vase (1875)
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William Baziotes, Opalescent (1962)
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René Lalique, Carnation brooch (c. 1900-1902)
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Opal (Steven Universe)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O Dia em que a Terra Parou

Vi ontem este filme e gostei bastante.
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«You say we're on the brink of destruction and you're right. But it's only on the brink that people find the will to change. Only at the precipice do we evolve. This is our moment. Don't take it from us, we are close to an answer.»
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«Jacob, nothing ever truly dies. The universe wastes nothing. Everything is simply, transformed.»
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Imagens e Citações do Imdb - O Dia em que a Terra Parou (2008).
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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

(Re)descobertas VII

Andrea Mantegna, dagli affreschi nella camera degli sposi (1474, Mântua, Palazzo Ducale)
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«Gli affreschi della camera degli sposi (1474) in palazzo Ducale non revestono, ma trasfigurono l'ambiente. Questo era una sala quadrata, con volta su lunette. Su questa il Mantegna innesta una complicata architettura dipinta, con archi trasversali incrociati (...). Al sommo della volta è finta un'apertura rotonda, balconata, con figure affacciate».
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Argan, Storia dell'Arte Italiana, Vol. II, p. 294.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Delaunay e Vila do Conde

Robert Delaunay, Portuguesa (la gran Portuguesa) (1916, Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid)
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«Ainda na Avenida Bento de Freitas, já mais próximo do mar, localiza-se La Simultanée, que serviu de residência aos pintores Sónia e Robert Delaunay. Fugindo ao calor madrileno (...) fixaram-se em Vila do Conde, em Agosto de 1915. O casal ficou encantado com a localidade, tendo a própria Sónia escrito: Lá a luz não era violenta mas exalava todas as cores. (...) Tínhamos a impressão de viver num país de sonho. Atirámo-nos de corpo e alma à pintura. (...) Tínhamos vindo passar um mês. Ficámos mais de um ano, isolados de tudo e perto do mar, com novos amigos, pintores portugueses e um americano. Aqui recolheu a maioria dos elementos do seu conhecido trabalho Os mercados do Minho. O casal era frequentemente visitado por Eduardo Viana e por Amadeu de Souza Cardoso.»
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Marta Miranda, Vila do Conde, Lisboa, Editorial Presença, 1998, p. 48.
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Sonia Delaunay, Os mercados do Minho (1915)

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Cubos


Matt Donovan e Hallie Siegel, Haikube (2005)
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Hans Haacke, Condensation Cube (1965-2008)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Dimensões

Lucio Fontana, Concetto spaziale (1952)
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«”(…) physicists talk about something like eleven spatial dimensions. Eleven axes of movement.”
“(…) We humans can’t visualize dimensions beyond three because that’s the space in which we live. But those other dimensions do exist, wether we believe in them or not… whether we can experience them or not. Look, imagine a two-dimensional world.” Maddy pulled a sheet of lined paper off a pad on the kitchen table (…). She grabbed a biro and drew a stick man on the page. “And here’s Fred (…)”.
Devereau frowned. “But can Fred look up? Could he see us?”
“No. Even though we’re right here leaning over him, because he can’t comprehend ‘in to’ or ‘out to’ this piece-of-paper world, he can never be aware of us.”»
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Alex Scarrow, Time Riders, The Eternal War, Puffin, 2011, 346-347.

sábado, 23 de setembro de 2017

Da Iconografia da Misericórdia

Duccio di Buoninsegna, Madonna of the Franciscans (1290-1300, Pinacoteca Nazionale di Siena)
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Bonanat Zaortiga, Vierge de la Miséricorde (c. 1435, Museu Nacional d'Art de Catalunya, Barcelona)
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Enguerrand Charonton, The Coronation of Mary (1454, Hospice, Villeneuve-les-Avignon)
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Piero della Francesca, Madonna della Misericordia (1460-1462, Pinacoteca Comunale, Sansepolcro)
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«Nel polittico della Misericordia, la prima opera certa de Piero, la nicchia era il manto della Madonna, l'architettura era dentro la figura (...).»
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Argan, Storia dell'Arte Italiana, Vol. II, p. 218.
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Domenico Ghirlandaio, Madonna della Misericordia (c. 1472, Ognissanti, Florença)

Michel Erhart ou Friedrich Schramm, Virgin of Mercy from the Church of our Lady in Ravensburg (c. 1480-90, Skulpturensammlung, Bode-Museum, Berlim)
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Bartolomeo Caporali, Madonna della Misericordia (1482, Museo Civico di San Francesco, Montone)
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Jan Provost, Nossa Senhora da Misericórdia (1515, MNAA)
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Francisco de Holanda, Nossa Senhora de Belém (1550-1553)
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Capela de Nossa Senhora da Misericórdia (Catedral de Aveiro)
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Francisco de Zurbarán, Virgin of the Misericordia (1634)